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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Quanto Mais O "Livre Arbítrio" Se Esforça, Tanto Piores Tornam-se as Coisas - Martinho Lutero (1483 - 1546)

 A conversão de qualquer pessoa acontece quando Deus vem até ela e vence-lhe a ignorância ao revelar-lhe a verdade do evangelho. Sem isso, ninguém jamais poderia ser salvo. Ninguém, durante toda a história humana, concebeu por si mesmo a realidade da ira de Deus, conforme ela nos é ensinada nas Escrituras. Ninguém jamais sonhou em estabelecer a paz com Deus por intermédio da vida e da obra de um Salvador singular, o Deus-Homem, Jesus Cristo.

 De fato, o que ocorre é que os judeus rejeitaram a Cristo, apesar de todo o ensino que lhes foi ministrado por seus profetas. Parece que a justiça própria alcançada por alguns judeus ou gentios levou-os a deixarem de buscar a justiça Divina através da fé, para fazerem as coisas à sua própria maneira. Portanto, quanto mais o "livre-arbítrio" se esforça, tanto piores tornam-se as coisas.

 Não existe um terceiro grupo de pessoas, que se situe em algum ponto entre os crentes e os incrédulos — um grupo de homens capazes de salvarem-se a si mesmos. Judeus e gentios constituem a totalidade da humanidade, e todos eles estão debaixo da ira de Deus. Ninguém tem a capacidade de voltar-se para Deus. Deus precisa tomar a iniciativa e revelar-Se a eles. Se fosse possível ao "livre-arbítrio" dos homens descobrir a verdade, certamente algum judeu, em algum lugar, tê-lo-ia feito!

 Os mais elevados raciocínios dos gentios e os mais intensos esforços dos melhores dentre os judeus (Rm 1.21; 2.23,28,29) não conseguiram aproximá-los nem um pouco sequer da fé em Cristo. Eles eram pecadores condenados juntamente com todo o resto dos homens. Ora, se todos os homens são possuidores de "livre-arbítrio", e todos os homens são culpados e estão condenados, então esse suposto "livre-arbítrio" é impotente para conduzi-los à fé em Cristo. Por conseguinte, a vontade dos homens, afinal, não é livre.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Saiba porque você precisa de um Martinho Lutero em sua vida - Justin Taylor

 Todos nós precisamos de um Martinho Lutero em nossa vida de vez em quando - um amigo que não tem medo de permanecer sobre as promessas do evangelho e esfregar na nossa cara as verdades do evangelho quando preferimos chafurdar na auto piedade.

 Aqui vai parte de uma carta de Lutero a seu amigo Filipe Melachnton (27 de junho de 1530):

 “Essas grandes preocupações pelas quais você diz estar sendo consumido, eu as odeio veementemente; elas dominam o seu coração, não por conta da grandeza da causa, mas em razão da grandeza da sua incredulidade...
Se a nossa causa é grandiosa, o Seu autor e campeão é grandioso também, pois não é nossa causa. Por que você está, então, sempre atormentando a si mesmo?

 Se a nossa causa é falsa, vamos desistir, mas se é verdadeira, por que devemos fazer dele um mentiroso quando nos ordena manter um coração despreocupado?

 Lança o teu fardo sobre o Senhor, diz Ele. O Senhor está perto de todos os que o invocam com o coração partido. Será que ele quer falar em vão ou a animais?...
Que bem você pode produzir com a sua vã ansiedade?

 O que o diabo pode fazer mais do que nos matar? E depois disso?

 Peço a você, tão combativo em todas as outras coisas, lute contra si mesmo, o seu pior inimigo, que fornecerá a Satanás armas contra você mesmo...

 Oro por você sinceramente, e estou profundamente angustiado por você continuar sorvendo preocupações como uma sanguessuga e tornando, assim, as minhas orações vãs.

 Cristo sabe se é estupidez ou a bravura, mas não estou muito preocupado, na verdade uma coragem maior do que eu esperava.

 O Deus que é capaz de ressuscitar os mortos também é capaz de defender uma causa cambaleante, ou levantar um caído e torná-lo forte.

 Se não somos instrumentos dignos de realizar Seu propósito, ele encontrará outros.

 Se não somos fortalecidos por Suas promessas, a quem mais, em todo o mundo, podem elas pertencer?

 Mas dizer mais alguma coisa, seria chover no molhado."

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Nossa bondade, obras, piedade? - Martinho Lutero (1483-1546)

   “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”. (Jo 14.6)

 Quando chegar a hora em que nossas atividades e trabalho cessarem e não mais precisarmos ficar neste mundo, e surgir a pergunta: Onde vou conseguir uma ponte ou prancha segura, para passar para a outra vida? – neste hora, como eu ia dizendo, você não deve ficar aí, procurando caminhos humanos, nossa própria bondade, obras ou vida piedosa.

 Deixe que tudo isso seja coberto pelo Pai-nosso, nestas palavras: “Perdoa-nos as nossas dívidas, etc.”, e apegue-se tão-somente àquele que diz; “EU sou o caminho, e a verdade, e a vida”. Naquela hora, tenha essa palavra firme e profundamente enraizada em seu íntimo, como se Cristo estivesse ao seu lado, dizendo: “Por que você está à procura de outros caminhos?

 Venha para cá; você deve olhar para mim e permanecer em mim, e não ficar aí, preocupando-se com outra idéias como chegar ao céu. Arranque, de vez, e afaste bem longe de seu coração esses pensamentos e não pense em outra coisa senão nestas minhas palavras: “Eu sou o caminho”. Trate, pois, de colocar seu pé sobre mim, isto é, apegue-se a mim com fé inabalável e confiança absoluta em seu coração.

 Eu quero ser a ponte e levá-lo para o outro lado, para que, num piscar de olhos, você passe da morte e do pavor do inferno para a vida eterna. Pois sou eu quem construiu o caminho e eu mesmo fui e passei para o outro lado, para poder conduzir até lá tanto a você quanto aos demais que se apegam a mim. Basta que você confie em mim, sem duvidar, arrisque tudo em mim, siga seu caminho consolado e contente, e morra em meu nome”.