terça-feira, 20 de setembro de 2016

Como Posso Ser Feliz? - Aron Moss

Pergunta:

 Sei que devemos sermos sempre felizes, mas quando olho para mim mesmo e minha vida não vejo nenhum motivo para ser feliz. Pelo contrário, tenho todos os motivos para ser infeliz. Eu deveria ser capaz de simplesmente ligar o botão da felicidade quando quisesse?


Resposta:

 Sim, enfrentamos alguns desafios na vida, e sentimentos de desespero são compreensíveis. Mas podemos mudar a nossa situação. A felicidade nunca está além do nosso alcance. Isso porque a felicidade é o estado humano natural. Olhe para uma criança pequena. Crianças não precisam aprender estratégias para viver de modo positivo, e não precisam de um motivo para serem felizes.

 Precisam de um motivo para ficar tristes. Se uma criança chora, perguntamos: “O que há de errado?” Se uma criança ri, brinca e dança pela sala, não perguntamos “Qual o motivo da celebração? Por que está feliz?” Uma criança é feliz por si mesma; se não estão felizes deve haver um motivo, como precisa ser trocada, está com fome ou sede ou cansada, ou precisa de atenção.

 Mas se não houver nada de errado, a criança é feliz sem nenhum motivo. Em alguma parte as coisas mudam. Ficamos mais velhos e nos tornamos mais exigentes, mais difíceis de contentar, e perdemos este contentamento infantil.

 À medida que somos abalados pelos desapontamentos da vida, sentimos que precisamos de um motivo para sermos felizes. Se você vir um adulto caminhando com um grande sorriso, pergunta: “O que há de errado com você, por que está sorrindo?” A diferença é que uma criança não é autoconsciente.

 Elas são livres para serem felizes porque ainda não têm consciência de si mesmas. É somente quando amadurecemos que nos tornamos mais absorvidos em nós mesmos. Temos preocupações, desejos não satisfeitos e sonhos não realizados. Nenhum de nós pode dizer sinceramente que temos tudo, e sempre podemos encontrar motivos para estar aborrecidos.

 Mas uma criança não é incomodada pelo que está “faltando”, portanto ela tem tudo. A falta de autoconsciência a deixa livre para apreciar a vida e ser feliz. Quanto mais nos preocupamos com nossa própria felicidade, mais estamos longe de consegui-la.

 Assim que esquecemos daquilo que precisamos e nos concentramos naquilo para o qual somos necessários – o bem que podemos fazer pelos outros em vez do bem que podemos conseguir para nós mesmos – nossa alegria infantil volta e ficamos felizes.

 Este é o foco da alegria relaxar nossa severidade com nós mesmos e agradecer a Deus pela oportunidade de estar vivo. Mesmo nos tempos mais sombrios, ao nos tornarmos focados na missão em vez de auto-concentrados, podemos acessar nossa alegria interior.

 A felicidade não está em algum lugar lá fora; está no lado de dentro, naquela parte de nós que é para sempre jovem e sempre doadora – nossa alma.

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