segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Tirinhas - Isaac Newton e Charles Darwin - "Deus um delírio?"


Frase - A. W. Tozer (1897-1963)


…e Tudo te Será Acrescentado - Paulo Junior


“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. 
Mateus 6:33

 Quero trazer aos amados irmãos nesse dia uma mensagem de consolo, esperança e fé, mas também doutrinária e de disciplina. Graças a Deus por sermos cristãos! Fomos chamados por Cristo – através de Sua graça – ao arrependimento e a fé, fomos comprados por bom preço, perdoados de nossos pecados e transformados em novas criaturas e, tudo isso, absolutamente pela graça de Deus.

Nos tornamos forasteiros e peregrinos nessa terra! Eu, juntamente com você, que professamos a mesma fé, estamos apenas de passagem nesse mundo, esperando a bem-aventurada aparição de Cristo, que finalmente nos levará para a glória: o que acredito esperarmos ardentemente.

Mas o fato é que até que isso ocorra pode levar um tempo, de maneira que necessitaremos aguardar a consumação dos séculos, convivendo na esfera terrena, ou seja, o fato de no futuro sermos cidadãos dos céus não nos priva de, no presente, sermos cidadãos da terra. Isso quer dizer que somos pessoas normais: ficamos doentes, temos dívidas, crises familiares e somos sujeitos aos desastres naturais como todos os homens. Nós também temos nossas necessidades básicas e diárias, e até mesmo aquelas urgências que fogem do nosso poder, como situações totalmente insolúveis, que dependem de um milagre – e somente um milagre as pode resolver!

Eu gostaria de dizer a você que Deus pode trazer solução a tais problemas. Ele pode suprir nossas necessidades, mesmo as mínimas e mais insignificantes, e até milagres podem ser operados em sua vida. Porém eu quero te ajudar a compreender como isso funciona.

 Vejo hoje dezenas e centenas de cristãos que estão há anos e até décadas na Igreja do Senhor e sempre estão sofrendo embaraços: vivem doentes, endividados, com seus lares divididos, não alcançam progresso espiritual, não conseguem desempenhar um ministério e sofrem profunda derrota contra o pecado. Por que isso ocorre, mesmo que sejam frequentadores assíduos dos cultos?

 Existe uma razão para isso: Deus, quando abençoa uma pessoa, seja qual for a benção – mínima ou até um milagre – opera tudo pela Sua graça. O simples respirar é uma dádiva da graça de Deus, não é mérito nosso. Mas para que essa graça nos alcance, Deus mesmo estabeleceu princípios para o homem se submeter, acatar e obedecer. Quando o homem assim faz, essa graça é operada.

 No texto citado de Mateus 6.33 isso está bem claro. Jesus começou falando sobre a solicitude da vida, explanando nesse texto todas as necessidades cotidianas que os homens possuem: comida, vestimentas, remédios, e isso também compreende trabalho, enfermidades, bênçãos e milagres – que para Ele são apenas detalhes de nossa vida.

 O próprio Deus é quem diz para não andarmos ansiosos quanto a essas coisas, ou seja, não darmos tanta ênfase, porque essas coisas facilmente podem ser acrescentadas por Seu poder. Ele está dizendo que todas – eu disse todas – as nossas necessidades podem ser supridas por Deus, mas no versículo 33 Ele ensinou o princípio fundamental para que isso ocorra, que é: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus, e a Sua justiça (…)”.

 Para que tenhamos as respostas de oração, para que as coisas nos sejam acrescentadas, para que milagres ocorram em nossa vida, temos que buscar em primeiro lugar o Seu reino, isto é, dar prioridade em fazer a vontade de Deus. Procurar viver e trabalhar de modo a observar diligentemente os preceitos de Deus, que são revelados na Palavra. Esse é o dever de todo cristão: viver com os olhos e o coração voltados para a eternidade, aplicar cada conceito bíblico em nossa vida diária, enfim, fazer tudo que compreende buscar em primeiro lugar o reino de Deus.

Como eu posso fazer isso na prática?

Você deve conhecer a vontade de Deus (“seu Reino e sua Justiça”), através do conhecimento das Escrituras. Uma vez conhecendo essa vontade, você deve aplica-la em cada área de sua vida. Por exemplo: saber o que Deus exige de um pai cristão e aplicar isso. Saber o que ele exige de uma esposa cristã e aplicar isso. Saber como me vestir, falar, me posturar na sociedade, saber o que devo pensar, como devo usar meu dinheiro, como lidar com os meus inimigos e aplicar detalhadamente isso na minha vida à luz das Escrituras. Também saber como me posicionar diante de Deus como cristão, tendo temor, reverência a Deus, fazendo ou deixando de fazer tudo para Sua glória. Assim fazendo, estarei buscando em primeiro lugar Seu Reino e a Sua justiça.

Esse é o nosso dever, ou pelo menos deveria ser. Aquilo que consome nosso coração, sem imposição ou esperar algo em troca – como uma barganha – mas por amor a um Deus que por mim tudo executa!

Portanto, o que ocorre com um cristão que procura e busca em primeiro lugar o Reino de Deus? Aqueles “detalhes” que Cristo pronunciou anteriormente – que são as nossas necessidades diárias, que tanto nos afligem – nos são automaticamente acrescentadas. É como costumo dizer: as bênçãos de Deus não são resultado de campanhas ou de implorarmos a Deus, mas são frutos colhidos de uma vida obediente. Como está escrito no Salmo 37.4: “Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração”.

Esses são os princípios que o Senhor estabeleceu para sermos abençoados, termos livramentos e vermos a operação Dele em situações irreversíveis. Parecem ser simples, não é? Mas é exatamente isso!

Dirijo-me agora a você que está passando tantas necessidades e dificuldades – mesmo estando dentro da casa de Deus – quero dizer que isso não é suficiente: ser batizado, tomar Ceia ou mesmo participar de cultos poderosíssimos. De fato isso não resultará em muita coisa. Você precisa obedecer a Palavra de Deus e os princípios que Ele estabeleceu para as bênçãos Dele te alcançarem.

Para que isso ocorra, o princípio que te ensino hoje é: busque em primeiro lugar – de todo seu coração, detalhadamente – o Reino de Deus e tudo que concerne a Ele, assim você estará fazendo a vontade de Deus e, no Seu tempo, debaixo da soberania de Deus, cada necessidade sua será suprida, em glória, por Cristo Jesus (Fp 4.19).

domingo, 2 de agosto de 2015

Explicando o Evangelho para um Não-Convertido - Paul Washer


Existe algo além da Natureza? Ciência e Religião - C. S. Lewis (1898-1963)


Resumo: As ciências estudam a Natureza. E a questão é se há algo além da Natureza - qualquer coisa 'do lado de fora'.

"Milagres", disse meu amigo. "Oh! Não me venha com essa! A ciência já nocauteou essa idéia. Sabemos que a Natureza é governada por leis fixas."

"Mas, as pessoas não sabem disso desde sempre?" perguntei.

"Meu Deus, não," disse ele. "Por exemplo, tome uma estória como a do Nascimento Virginal. Sabemos agora que tal coisa não poderia acontecer. Sabemos que deve haver um espermatozóide proveniente de um homem."

"Mas, escute aqui," disse eu, "José -"

"Quem é ele?" perguntou meu amigo.

"Ele era o marido da Virgem Maria. Se você ler a estória na Bíblia você verá que quando ele percebeu que sua noiva ia ter um bebê, ele decidiu cancelar o casamento. Por que ele fez isso?"

"Não faria o mesmo a maioria dos homens?"

"Qualquer homem faria," disse eu, "desde que ele conhecesse as leis da Natureza - em outras palavras, desde que ele soubesse que uma garota não teria um filho a menos que tivesse dormido com um homem. Mas, de acordo com sua teoria, as pessoas antigamente não sabiam que a Natureza era governada por leis fixas. Estou apenas observando que a estória mostra que São José sabia tanto a respeito da lei quanto você."

"Mas, ele veio a acreditar, depois, no Nascimento Virginal, não foi?"

"Exatamente. Mas, ele não fez isso porque ele estava de alguma forma iludido sobre a origem normal das crianças. Ele acreditou no Nascimento Virginal como algo sobrenatural. Ele sabia que a Natureza trabalha de forma fixa e regular: mas, ele também acreditou que existia alguma coisa além da Natureza que podia interferir com o trabalho dela - desde fora."

"Mas, a ciência moderna tem mostrado que não existe tal coisa."

"Será?" disse eu. "Qual das ciências?"

"Oh, bem, isso é uma questão de detalhe," disse meu amigo. "Eu não posso lhe dar capítulo e versículo de cor."

"Mas, você não vê que", disse eu, "a ciência não poderia nunca mostrar algo desse tipo?"

"E por que não?"

"Porque as ciências estudam a Natureza. E a questão é se há algo além da Natureza - qualquer coisa 'do lado de fora'. Como você poderia descobrir isso, simplesmente estudando a Natureza?"

"Mas, não descobrimos que a Natureza deve trabalhar de uma forma absolutamente fixa? Quero dizer, as leis da Natureza nos dizem não somente como as coisas acontecem, mas também como elas devem acontecer. Nenhum poder pode alterá-las."

"O que isso quer dizer?" disse eu.

"Olhe," disse ele. "Essa 'coisa externa' de que você fala pode fazer dois e dois resultar em cinco?"

"Bem, não," disse eu.

"Muito bem," ele disse. "Penso que as leis da Natureza são realmente tal como dois e dois dando quatro. A idéia de elas serem alteradas é um absurdo tal como o é a alteração das leis da aritmética."

"Um momentinho," disse eu. "Suponha que você ponha cinqüenta centavos numa gaveta hoje e cinqüenta centavos na mesma gaveta amanhã. As leis da aritmética lhe garantem que você vai achar um real depois de amanhã?"

"Claro," disse ele, "desde que alguém não mexa na minha gaveta."

"Ah, mas essa é toda a questão," disse eu. "As leis da aritmética podem dizer o que você encontrará, com absoluta certeza, desde que não haja interferência. Mas, o ladrão não terá desobedecido às leis da aritmética -somente às leis do país. Agora, não estão as leis da Natureza no mesmo barco? Elas não dizem tudo o que acontecerá desde que não haja interferência?"

"O que você quer dizer?"

"Bem, as leis dirão a você como uma bola de sinuca viajará numa superfície lisa se você a atingir com o taco, de uma forma particular -mas, somente se ninguém interferir. Se, depois de ela estar em movimento, alguém esbarrar nela - aí então, você não terá o resultado predito pelo cientista."

"Claro que não. Ele não permitiria truques grosseiros como esse."

"Pois então, e da mesma forma, se houvesse algo externo à Natureza, e se essa coisa interferisse - os eventos que o cientista previsse não aconteceriam. Isso seria o que chamamos de milagre. Num determinado sentido, não seria uma desobediência às leis da Natureza. As leis dizem a você o que acontecerá se nada interferir. Elas não dizem se algo irá interferir. Quero dizer, não é o especialista em aritmética que vai lhe dizer qual a probabilidade de alguém mexer na sua gaveta; um detetive seria mais útil. Não é o físico que poderá dizer-lhe qual a probabilidade de eu pegar um taco e arruinar sua experiência com as bolas de sinuca; é melhor você perguntar a um psicólogo. E não é o cientista que lhe dirá qual a probabilidade da Natureza sofrer uma interferência externa. Você deve consultar um metafísico."

"Essas são observações mesquinhas," disse meu amigo. "Veja você, a real objeção vai muito mais longe. Toda a imagem do universo que a ciência tem nos dado prova ser uma tolice acreditar que o Poder por trás de tudo poderia estar interessado em nós, desprezíveis criaturinhas engatinhando por sobre um planeta completamente ordinário. Isso tudo foi, obviamente, inventado por pessoas que acreditavam que a terra era chata e que as estrelas estavam a apenas alguns quilômetros de distância."

"Quando foi que se acreditou nisso?"

"Ora essa, todos aqueles antigos cristãos sobre os quais você está sempre falando. Quero dizer, Boécio, Agostinho, Tomás de Aquino e Dante."

"Desculpe-me", disse eu, "mas esses são alguns dos poucos indivíduos sobre os quais eu conheço alguma coisa."

Estendi meu braço em direção a uma estante. "Você vê este livro," eu disse, "o Almagesto de Ptolomeu. Você o conhece?"

"Sim," disse ele, "Foi o manual astronômico padrão usado na Idade Média."

 "Bem, leia isso", disse eu, apontando para o Livro I, capítulo V.

 "Á terra," leu em voz alta meu amigo, hesitando um pouco em sua tradução do latim, "a terra, em relação à distância das estrelas fixas não tem dimensão apreciável e deve ser tratada como um ponto matemático."

Houve um momento de silêncio.

"Ele realmente sabia disso naquele tempo?" disse meu amigo. "Mas, nenhuma das modernas enciclopédias - nenhuma das histórias da ciência -sequer mencionam o fato."

"Exatamente," eu disse, "Deixarei você refletir sobre a razão disso. É como se alguém quisesse encobrir esse fato, não parece? Fico imaginando o porquê."

Houve um outro momento de silêncio.

"De qualquer forma," disse eu, "podemos agora enunciar o problema precisamente. As pessoas usualmente pensam que o problema seja como conciliar o que nós sabemos sobre o tamanho do universo com nossas idéias tradicionais de religião. Isso está longe de ser o problema. O problema real é este. O tamanho enorme do universo e a insignificância da terra são fatos conhecidos por séculos e ninguém nunca imaginou que eles tivessem algo a ver com questões religiosas. Então, há menos de cem anos, eles repentinamente são tirados da cartola como um argumento contra o cristianismo. E as pessoas que os tiraram da cartola, cuidadosamente, ocultam o fato de que eles são conhecidos há muito tempo. Não lhe parece que todos vocês ateus são pessoas estranhamente ingênuas?".

Tirinhas - Isaac Newton e Charles Darwin - Genes

Frase - A. W. Tozer (1897-1963)