domingo, 17 de abril de 2016
sábado, 16 de abril de 2016
Jó: Articulação e Suavização
Quando se confronta com isso pela primeira vez, comporta-se como um enlutado inconsolável, que não consegue dar vazão a seu sofrimento.
Mesmo após sentar-se em silêncio por um prolongado período na presença de três amigos que foram visitá-lo para oferecer conforto, ele é incapaz de livrar-se da dor, e começa a falar amaldiçoando o dia em que nasceu.
Segue-se um diálogo infrutífero entre ele e seus amigos, sobre todos seus fardos, e reclamações contra Deus. Depois disso aparece um novo personagem, Eliú filho de Baraquel que fala com preocupação honesta sem afetação, e finalmente o próprio Deus se dirige a Jó e o reprova.
Jó recupera-se psicológica e fisicamente, e retorna a seu estado anterior de saúde e bem-estar. Embora Jó não blasfemasse contra Deus, ele não aceitou seu sofrimento como justificado, e portanto não o aceitou com amor e submissão perante Deus.
Seus três amigos tentaram fazer terapia com ele (cada um usando uma técnica psicológica diferente) e convencê-lo, sem sucesso, de que seu sofrimento não era sem motivo.
Foi depois disso tudo que o jovem Eliú, que tinha ficado quieto durante todo o diálogo precedente em deferência aos mais velhos, ofereceu sua admoestação, sensível porém convincente.
Eliú introduz suas declarações dizendo: "Pensei que a idade falasse, e que a passagem dos anos conferisse sabedoria." Mas quando ele viu que eles não poderiam responder a nenhuma das queixas de Jó, ele ficou desiludido com os anciãos e concluiu que, ao contrário, é o espírito dos homens e a alma de Deus [dentro dele] que lhes dá o entendimento (Jó 32:7-8).
A fonte da verdadeira resposta a Jó está na inspiração Divina, que pode existir em uma pessoa jovem tão facilmente como em um ancião. Somente através da ajuda e inspiração de Deus um conselheiro ou terapeuta pode ter a esperança de penetrar nas profundezas do subconsciente da pessoa, e assim ajudá-la a resolver seus problemas psicológicos.
Eliú, que começa o processo da verdadeira cura, faz o papel de Elias(João Batista), o Profeta, o arauto da verdadeira e suprema Redenção messiânica. Jesus o Messias é o psicólogo consumado que desvenda todos os pesadelos retorcidos do amargo exílio, revelando seu âmago bom.
Jesus sabe como abrir a todos e possibilitar-lhes a articular sinceramente suas ansiedades; ele juntará todos os fragmentos dispersos da alma despedaçada de cada um e os trará de volta ao âmago imaculado de seu coração, que sempre foi fiel a Deus e Sua Palavra.
Ele relembrará o homem de sua identidade esquecida, e assim resolverá o enigma de seu mal psicológico. Esta é a dimensão psicológica da tarefa de Jesus, reunir os dispersos de Israel de volta a Sião, pois Sião (que literalmente significa ponto ou marcador) simbolizando o ponto mais íntimo do coração.
O exílio dos judeus é uma metáfora para a consciência dispersa de uma pessoa que perdeu contato com seu ser interior.
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Parábola do Mordomo Infiel - Joseph Shulam
A parábola em questão é um tanto difícil de ser compreendida por tratar de assuntos desconfortáveis para a maioria das pessoas da civilização ocidental. Trata-se da parábola do Mordomo infiel, ou injusto, pois parece que o que o tal mordomo fez realmente não foi justo. No entanto é necessário entender essa parábola dentro da condição política, sociológica e espiritual dos judeus na terra de Israel, no tempo de Jesus.
Essa parábola é diferente, pois ela não começa da mesma forma que muitas outras parábolas de Jesus que começam com a seguinte frase:
“O reino dos céus é como...” ou “O reino de Deus é semelhante a...”
“E dizia também aos seus discípulos: Havia certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens. E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo. E o mordomo disse consigo: Que farei, pois que o meu senhor me tira a mordomia? Cavar, não posso; de mendigar, tenho vergonha.
Eu sei o que hei de fazer, para que, quando for desapossado da mordomia, me recebam em suas casas.
E, chamando a si cada um dos devedores do seu senhor, disse ao primeiro: Quanto deves ao meu senhor?
E ele respondeu: Cem medidas de azeite. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e assentando-te já, escreve cinqüenta. Disse depois a outro: E tu, quanto deves? E ele respondeu: Cem alqueires de trigo. E disse-lhe: Toma a tua obrigação, e escreve oitenta. E louvou aquele senhor o injusto mordomo por haver procedido prudentemente, porque os filhos deste mundo são mais prudentes na sua geração do que os filhos da luz.
E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?”
Primeiramente, como não há a abertura clássica que se faz para falar sobre o Reino de Deus, entende-se que obviamente ele não está falando agora sobre o Reino de Deus.
Observa-se que o contexto é retirado da história de José, pois ele foi chamado de mordomo. A palavra grega para mordomo é “Oikomenon”. Desta palavra se tira a palavra economia. Então o mordomo é aquele que lida com a economia da casa, ou seja, é o escriturário ou contador que administra os bens do Senhor daquela casa. Portanto, o mordomo nesta parábola tem o mesmo trabalho designado a José na casa de Potifar e também, anos mais tarde, o trabalho de administrador de toda a riqueza do Egito. E isso é relevante, pois o que José fez? Ele administrou a riqueza do perverso, no caso, dos egípcios idólatras, de Faraó e seu domínio, para poder alimentar seus irmãos e irmãs.
Providencialmente, aqueles que o odiaram, falaram mal dele e venderam-no acabaram vindo a ele para receber comida e não passar fome em Canaã no período da seca. Então José é aquele mordomo que está sobre o dinheiro do perverso, do injusto. E ele deve administrar esse dinheiro para abençoar Israel, providenciando-lhe uma moradia. Então este mordomo da parábola tem muito a ver com José, por essas razões. Além disso, qual é a situação política na época que essa parábola foi contada? A situação era a da ocupação romana, com a casa de Herodes administrando os interesses dos romanos. Os habitantes de Israel, por sua vez, estavam sob o jugo dos cobradores de imposto e sob pressão política dos romanos.
E nesse contexto, Roma não estava preocupada com a casa de Herodes ou com Israel, mas apenas interessada com o que eles poderiam fazer que fosse do interesse de Roma (ou seja, fornecer dinheiro). Comparando com a parábola, vemos que o homem rico não está preocupado em descobrir se a acusação de que o mordomo estava dissipando seus bens era ou não verdadeira. Baseado na acusação ele já se dispôs a demitir o mordomo. Ou seja, o homem, assim como os romanos, não está preocupado com o mordomo; e este já se preocupa com o que irá fazer, pois não é capaz de cavar ou mendigar. Então ele tem que se preparar, neste mundo, para tirar proveito da riqueza do perverso, a fim de herdar uma casa, um lugar que tenha um valor eterno.
O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos; a riqueza do pecador, porém é reservada ao justo.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Parábolas - As Quatro Mulheres na Igreja
O pastor deu uma boa olhada para elas e disse-lhes para que se sentassem. Então ele disse algo que elas nunca esquecerão na vida. Ele olhou para elas diretamente e disse seriamente: "Senhoras, tudo o que Deus fez valioso neste mundo está bem coberto e é difícil ver, encontrar ou obter.
1. Onde você encontra os diamantes? Lá no fundo da terra, coberto e protegido.
2. Onde você encontra pérolas? No fundo do oceano, coberto e protegido numa bela concha.
3. Onde você encontra ouro? Lá em baixo, coberto com camadas de rocha e para obtê-lo você tem que trabalhar duro e cavar fundo.
Ele olhou novamente para elas com os olhos sérios e disse;
"Vosso corpo é sagrado e único" Vocês são muito mais preciosas do que o ouro, diamantes e pérolas, e vocês devem serem cobertas também. "Então ele acrescentou que, se vocês mantiverem vossos minerais precioso como ouro, diamantes e pérolas, profundamente coberto, uma organização respeitável de mineração com a maquinaria necessária vai realizar anos de exploração extensiva.
Primeiro eles entrarão em contacto com o seu governo (a família), vai assinar contratos profissionais (casamento) e mina-lo profissionalmente (casamento civil).
Mas se você deixar seus preciosos minerais descobertos na superfície da terra, você sempre vai atrair grande número de mineiros ilegais para vir e explorar-te ilegalmente.
Mantenha seu corpo profundamente coberto para que ele convide mineiros profissionais para persegui-lo.Vamos todos incentivar as nossas esposas, amigas e filhas a vestirem-se bem e decente!Tenho dito muito obrigado.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Dúvidas - Deus tem Corpo?
Deus é infinito
Deus não tem dimensões, nem mesmo infinitas (2Cr 2.6; 6.18; Is 66.1,2; At 7.48). Ele não pode ser contido por nenhum espaço. Ele não é tão grande que Seu corpo esteja em um lugar e se estenda até outro ponto distante no universo. Deus não é um objeto como os demais, nem mesmo o maior que se possa imaginar. Ele não é uma coisa que possa ser encontrada no universo. Ele transcende o universo. Mais que isso: é ele, em última análise, quem permite que o universo exista.
Deus é onipresente
Um corpo não pode encher o céu e a terra de uma só vez com tudo que é, pois, é limitado ao tempo e espaço. Mas, Deus é onipresente (Sl 139.7-10; Jr 23.23, 24). Deus não está sujeito às limitações do corpo físico, como o tempo ou o espaço (Jo 4.21; At 17.24). Ele não é infinitamente grande, mas está presente com todo o seu Ser em cada parte do universo, simultaneamente. Deus está presente, mas é distinto de toda a Sua criação. Ele está em todo o universo, mas não é o universo. É superior à toda a criação, pois é Criador.
Deus é invisível.
Paulo adiciona invisível como parte das perfeições de Deus (1Tm 1.17). A Sua divindade se entende pelas Suas obras que são visíveis, mas o Ser não é visível aos olhos materiais (Jo 1.18; 1Tm 6.16; Cl 1.15). Somente quando estivermos num corpo transformado veremos a Deus (1Co 13.12; 1Jo 3.2; Ap 22.3,4; Mt 5.8).
Deus é o Ser Perfeito
Como a alma e espírito do homem corporal fazem dele o ser superior dentre todos os demais que tem corpos (animais), e como os anjos, que são espíritos sem corpos são superiores aos homens (Sl 8.5; Hb 2.7), Deus é mais perfeito do que a Sua criação por ser Espírito puro. O efeito não pode superar a Causa. Cada ser composto é criado e é em essência, finito e limitado, e assim sendo, longe de perfeição. Por Deus ser Luz sem trevas (1Jo 1.5) e sem sombra de mudança (Tg 1.17), sabemos que Ele é perfeito. Deus tem uma excelência acima de todos esses e assim sendo, está inteiramente removido das condições de um corpo.
Deus é espírito
Por Deus ser Espírito, é tanto pecado quanto tolice fazer qualquer imagem ou desenho de Deus (Ex 20.5; Dt 5.8,9). Nossas mãos são tão incapazes de formar uma imagem dele ou desenhá-lo como são incapazes os nossos olhos de vê-lo. Que a proibição de fazer imagens de Deus para adorar ou ajudar na adoração é para todos os povos e de todos os tempos é clara, pois Ele julgará tanto o Seu povo quanto os pagãos por fazerem isto (Is 40.18-26; Rm 1.21-25). Tais pessoas que fazem as imagens e desenhos, reais ou imaginativos, são tão estúpidas quanto as imagens que fizeram (Sl 115.4-8).
Deus não tem corpo?
Muitos cristãos acreditavam não apenas que Deus era material e físico, mas também que possuía algo semelhante ao corpo humano. A Bíblia fala das mãos, ouvidos e rosto de Deus (Is 59.1,2), dos seus olhos (2Cr 7.15,16), das suas costas (Ex 33.23) e do seu braço (Dt 11.2).
Por que a Bíblia atribui a Deus partes corporais? Estas devem ser consideradas como antropomórficas (tentativas de expressar a verdade sobre Deus por meio de analogias humanas) e simbólicas. Servem para trazer o infinito ao alcance da apreensão do finito. Estas representações aludem à Sua obra, em sentido figurado, e não à Sua natureza invisível. Nelas são manifestos os Seus interesses, poderes e atividades.
Os olhos falam do Seu conhecimento (Dt 11.12; Sl 34.15);
Seu braço e mão, da Sua eficiência e poder (Ez 20.33; Is 51.9; 52.10);
Os Seus ouvidos, da Sua onisciência e atenção (2Cr 7.15,16; Sl 34.15);
A face, do Seu favor (Sl 27.9; 143.7);
A boca, da revelação da Sua vontade (Jó 37.2; Pv 2.6);
As narinas, da aceitação das nossas orações (Dt 33.10, cf Ap 8.3,4);
O coração – a sinceridade das Suas afeições (Gn 6.6; 1Cr 17.19);
Os pés, da Sua presença (Is 60.13; 66.1);
Seus ouvidos, da Sua prontidão em ouvir as súplicas dos oprimidos (Sl 34.15; Ne 1.6).
Outra questão é que Deus algumas vezes aparece em forma humana (Gn 18.1,2,13; Js 5.13-15). Essas aparições são chamadas teofanias, sendo consideradas manifestações divinas que não comunicam ao homem a Sua real essência. Estas teofanias consistiam em manifestações incorpóreas de aparência humana, transitórias, e em localizações permanentes.
Conclusão
Deus não pode ser percebido pelos sentidos humanos, pois é espírito eterno, infinito e invisível, mas pode ter comunhão com o homem. Não é necessário um lugar especial para adorá-lo, pois Ele está em toda parte, plenamente presente e ativo.
Por Deus ser Espírito, o homem só pode ter comunhão com Ele através de um espírito vivificado por Cristo (1Jo 1.3). Ele não é um corpo material e, portanto, olha para o coração, para os sacrifícios de um espírito quebrantado mais do que a beleza de templos ou o esforço de qualquer ação externa. Isto Ele não desprezará (Sl 34.18; 51.16,17). Para termos comunhão com Ele, devemos ter o espírito da nossa mente renovado (Jo 3.5; Ef 4.23). Nunca podemos ser unidos a Deus senão em um espírito vivificado por Cristo.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Dúvidas - Sono da Alma
Muitos grupos religiosos, acreditam que quando o homem morre, ele fica inconsciente, não percebendo o que se passa ao seu redor. A Bíblia não ensina a doutrina do “Sono da Alma”. O fato de que a alma dos cristãos vai imediatamente para a presença de Deus. mostra que a doutrina do sono da alma está equivocada. Paulo retrata este fato em Fl.1:23 - Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.
Essa doutrina ensina que quando os cristãos morrem, eles entram em um estado de inexistência e que voltarão à consciência somente quando Cristo voltar e ressuscitá-los para a vida eterna. As Escrituras quando falam da morte como “dormir”, trata-se apenas de uma metáfora usada para indicar que a morte é apenas temporária para os cristãos, como é temporário o sono.
Isso é visto claramente, por exemplo, quando Jesus fala a seus discípulos sobre a morte de Lázaro – “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo 11.11). Devemos notar que Jesus não diz aqui que alma de Lázaro adormeceu, nem qualquer texto bíblico de fato afirma que a alma de alguém está dormindo ou inconsciente (declaração necessária para provar a doutrina do sono da alma).
Em vez disso Jesus diz apenas que Lázaro adormeceu. João prossegue, explicando: “Mas Jesus falara da sua morte; eles, porém, entenderam que falava do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu” (Jo 11.13, 14). Os outros versículos que falam sobre dormir após a morte são igualmente metáforas que ensinam que a morte é temporária. Já os textos que indicam que os mortos não louvam a Deus, ou que a atividade consciente cessa depois da morte, devem ser entendidos da perspectiva da vida nesse mundo.
De nossa perspectiva, uma vez que a pessoa esteja morta, ela não se envolve mais com atividades como essas. Mas o Salmo 115 apresenta a perspectiva bíblica plena sobre essa posição. O texto diz: “Os mortos não louvam o Senhor (na congregação aqui na terra), nem os que descem à região do silêncio” (parêntese nosso). Prossegue, porém, no próximo versículo com um contraste indicando que aqueles que creem em Deus bendirão o Senhor para sempre: “Nós, porém, bendiremos o Senhor, desde agora e para sempre.” (Sl 115.17-18).
A Bíblia mostra que as almas dos cristãos vão imediatamente à presença de Deus e desfrutam da comunhão com Ele ali, como nas passagens de IICo 5.8 - Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor.; Fp 1.23, que já foi mencionado e Hb. 12:23 - e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados,.
Jesus não disse: “Hoje já não terás mais consciência de nada que esta acontecendo”, mas sim “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc. 23:43). Certamente o conceito de paraíso naquela época não era de existência inconsciente, mas sim de existência de grande bênção e de regozijo na presença de Deus. Paulo não disse: “Tenho o desejo de partir e ficar inconsciente por muito tempo”, mas sim “tenho o desejo de partis e estar com Cristo” (Fp. 1.23) — e sem dúvida ele sabia que Cristo não era um Salvador inconsciente, adormecido, mas sim alguém que está vivo, ativo e reinando no céu.
Estar com Cristo era desfrutar a bênção da comunhão da sua presença, e é essa a razão por que partir e estar com ele era incomparavelmente melhor. Foi por isso que ele disse: “Preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (II Co 5.8). Apocalipse 6.9-11 e 7.9-10 também mostram claramente as almas dos mortos que foram para o céu orando e adorando a Deus: “Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”. E eles foram vistos “em pé, diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos; e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap 7.9-10).
Todos esses versículos negam a doutrina do “sono da alma”, pois deixam claro que a alma do cristão experimenta comunhão consciente com Deus no céu imediatamente após a morte. Em Lucas 16:19 Jesus conta a "parábola" do rico e de Lázaro. A palavra parábola foi colocada em aspas pois, esta não se refere a uma das parábolas que Jesus contava, por alguns motivos.
Primeiro na maior parte das vezes as parábolas começam com a frase "Então lhes contou uma parábola" ou então " a que compararemos o reino dos céus ou a que ele é semelhante". Esta "parábola" começa com Jesus contando como se fosse uma história. E segundo, Jesus não utiliza nomes em suas parábolas a não ser esta. Esta é a única "parábola" que alguém possui nome. Mas também há uma revelação nisto.
A revelação é que quando não conhecemos alguém, sempre o nomeamos por aquilo que a pessoa aparenta. Digamos podemos conhecer pessoas por vermos suas roupas, se são ricas ou pobres, se possuem uma identificação pela qual podemos descobrir algo sobre ela, por exemplo, se ela for um policial ou bombeiro, saberemos isto pela sua roupa. Mas ainda assim, conhecemos esta pessoa apenas pelo o que ela faz, e não conhecemos quem ela é.
Diferentemente das pessoas que conhecemos, estas nós a chamamos pelo seu respectivo nome, e não pelo que ela faz. Então como Jesus não conhecia o rico, ele apenas o chamou de rico e mencionou a vida que ele tinha. Já Lázaro, Jesus o conhecia pois ele sabia o seu nome.
E por fim em Hebreus 9:23 está escrito: E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo,. Fica evidente de que após a nossa morte, comparecemos a um juízo, e mediante a este juízo, somos levados para o Paraíso ou para o Inferno.
Assinar:
Postagens (Atom)






