domingo, 14 de junho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Prova da Existência de Deus – René Descartes (1596-1650)
Vimos já como
Descartes, pela aplicação da dúvida metódica, assumiu a existência do
cogito, isto é, da sua existência como ser pensante. Contudo, levantava-se a
questão de existência do mundo que o rodeava. A negação do valor dos sentidos
como meio de acesso ao conhecimento verdadeiro colocava-o, de facto, perante a
situação de ter que duvidar da existência da árvore que estava naquele momento
a ver.
Descartes
aceitava que o mundo tivesse sido criado por Deus, aceitava que, se Deus
existisse, ele seria garantia e suporte de todas as outras verdades. Mas, como
saber se Deus existe ou não? Como provar a sua existência se apenas podia ter a
certeza da existência do cogito? Nas suas
obras, Descartes apresentou três provas da existência de Deus.
1ª
Prova: a priori
Pela simples consideração da ideia de ser perfeito.
“Dado que, no nosso conceito de Deus, está
contida a existência, é corretamente que se conclui que Deus existe. Considerando,
portanto, entre as diversas ideias que uma é a do ente sumamente inteligente,
sumamente potente e sumamente perfeito, a qual é, de longe, a principal de
todas, reconhecemos nela a existência, não apenas como possível e contingente,
como acontece nas ideias de todas as outras coisas que percepcionamos
distintamente, mas como totalmente necessária e eterna.
E, da mesma forma que, por
exemplo, percebemos que na ideia de triângulo está necessariamente contido que
os seus três ângulos iguais são iguais a dois ângulos retos, assim, pela
simples percepção de que a existência necessária e eterna está contida na ideia
do ser sumamente perfeito, devemos concluir sem ambiguidade que o ente
sumamente perfeito existe. ”
Descartes, Princípios da
Filosofia, I Parte, p. 61-62.
A prova é magistralmente
simples. Ela consiste em mostrar que, porque existe em nós a simples ideia de
um ser perfeito e infinito, daí resulta que esse ser necessariamente tem que
existir.
2ª
Prova: a posteriori
Pela causalidade das ideias.
Descartes
conclui que Deus existe pelo facto de a sua ideia existir em nós. Uma das
passagens onde ele exprime melhor esta ideia é:
“Assim, dado
que temos em nós a ideia de Deus ou do ser supremo, com razão podemos examinar
a causa por que a temos; e encontraremos nela tanta imensidade que por isso nos
certificamos absolutamente de que ela só pode ter sido posta em nós por um ser
em que exista efetivamente a plenitude de todas as perfeições, ou seja, por um
Deus realmente existente.
Com efeito, pela luz natural é evidente não só
que do nada nada se faz, mas também que não se produz o que é mais perfeito
pelo que é menos perfeito, como causa eficiente e total; e, ainda, que não pode
haver em nós a ideia ou imagem de alguma coisa da qual não exista algures, seja
em nós, seja fora de nós, algum arquétipo que contenha a coisa e todas as suas
perfeições. E porque de modo nenhum encontramos em nós aquelas supremas
perfeições cuja ideia possuímos, disso concluímos corretamente que elas
existem, ou certamente existiram alguma vez, em algum ser diferente de nós, a
saber, em Deus; do que se segue com total evidência que elas ainda existem. ”
Descartes, Princípios da
Filosofia, I Parte, p. 64.
A prova
consiste agora em mostrar que, porque possuímos a ideia de Deus como ser
perfeitíssimo, somos levados a concluir que esse ser efetivamente existe
como causa da nossa ideia da sua perfeição. De fato, como
poderíamos nós ter a ideia de perfeição, se somos seres imperfeitos?
Como poderia o menos perfeito ser causa do
mais perfeito? Deste modo, conclui, já que nenhum homem possui tais
perfeições, deve existir algum ser perfeito que é a causa dessa nossa ideia de
perfeição. Esse ser é Deus.
3ª
Prova: a posteriori
Baseada na contingência do espírito.
“Se tivesse poder para me conservar a mim mesmo,
tanto mais poder teria para me dar as perfeições que me faltam; pois elas são
apenas atributos da substância, e eu sou substância. Mas não tenho poder para
dar a mim mesmo estas perfeições; se o tivesse, já as possuiria. Por
conseguinte, não tenho poder para me conservar a mim mesmo.
Assim, não posso existir, a não
ser que seja conservado enquanto existo, seja por mim próprio, se tivesse poder
para tal, seja por outro que o possui. Ora, eu existo, e, contudo, não possuo
poder para me conservar a mim próprio, como já foi provado. Logo, sou
conservado por outro. Além disso, aquele pelo qual sou conservado possui formal
e eminentemente tudo aquilo que em mim existe.
Mas em mim existe a percepção de
muitas perfeições que me faltam, ao mesmo tempo que tenho a percepção da ideia
de Deus. Logo, também nele, que me conserva, existe percepção das mesmas
perfeições. Assim, ele próprio não pode ter percepção de algumas perfeições que
lhe faltem, ou que não possua formal ou eminentemente.
Como, porém, tem o poder para me
conservar, como foi dito, muito mais poder terá para as dar a si mesmo, se lhe
faltassem. Tem, pois, a percepção de todas aquelas que me faltam e que concebo
poderem só existir em Deus, como foi provado. Portanto, possui-as formal e
eminentemente, e assim é Deus. ”
Descartes, Oeuvres, VII,
pp. 166-169.
Descartes demonstra agora a
existência de Deus a partir do fato de que não nos podemos conservar a nós
próprios. Se não podemos garantir a nossa existência, mas apesar disso
existimos, é porque alguém nos pode garantir essa existência.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
Existe alguma prova conclusiva da existência de Deus?
Resposta: A
resposta a esta pergunta depende muito do que se entende por prova
"conclusiva". Podemos alcançar e tocar Deus ou vê-lo da mesma forma
que tocamos e vemos as pessoas? Não. No entanto, há inúmeras maneiras em que se
pode saber com certeza que Deus existe, que Ele é real e é quem diz ser. Vamos
examinar brevemente três meios de provar a Sua existência usando a ciência e a
Bíblia.
1. A Lei de Causa e Efeito
Esta lei da ciência afirma que toda
causa tem o seu efeito e todo efeito tem a sua causa. Esta lei é a base de toda
a ciência. Como tal, esta lei tem uma relação com a origem dos céus e da terra.
Na verdade, os cientistas concordam que o universo não tem existido sempre, que
teve um início em algum ponto no tempo. A teoria da relatividade, que é quase universalmente aceita entre os
cientistas, tem certas implicações para essa Lei de Causa e Efeito.
Uma delas é
que o universo, definido como tempo, espaço, matéria e energia física, teve um
começo, ou seja, não é eterno. E é através das equações de Einstein que os
cientistas podem traçar o desenvolvimento do universo de volta à sua própria
origem, de volta para o que é chamado de "evento da singularidade",
quando ele realmente veio a existir. A ciência já provou que o universo
realmente teve um começo.
Isto significa que se o universo teve um ponto de
partida na história, então, obviamente, começou a existir, e deve ter uma causa
para a sua existência. Portanto, se o universo precisa de uma causa para passar a existir, então essa
causa deve ser além do universo - que é o tempo, espaço, matéria e energia
física. Essa causa deve ser algo parecido com o que os cristãos chamam de
"Deus".
Até mesmo Richard Dawkins, provavelmente o mais proeminente
defensor do ateísmo no nosso tempo, admitiu em um artigo da revista Time que
"pode haver algo incrivelmente grande, incompreensível e além do nosso
presente entendimento." Sim, e isso é Deus!
Podemos resumir da melhor forma esta evidência cosmológica com as seguintes afirmações:
(1) Tudo que começa a existir tem uma causa para a sua existência.
(2) O universo começou a existir.
(3) Portanto, o universo deve ter uma causa para a sua existência.
(4) Os atributos da causa do universo (eterno, existente além do espaço e assim por diante) são os atributos de Deus.
(5) Por isso, a causa do universo deve ser Deus (Gênesis 1:1).
Podemos resumir da melhor forma esta evidência cosmológica com as seguintes afirmações:
(1) Tudo que começa a existir tem uma causa para a sua existência.
(2) O universo começou a existir.
(3) Portanto, o universo deve ter uma causa para a sua existência.
(4) Os atributos da causa do universo (eterno, existente além do espaço e assim por diante) são os atributos de Deus.
(5) Por isso, a causa do universo deve ser Deus (Gênesis 1:1).
2. A Lei da Teleologia
A Teleologia é o estudo do projeto ou
propósito em fenômenos naturais. Esta lei da ciência essencialmente significa
que quando um objeto reflete um propósito, objetivo ou projeto, ele deve ter
tido um designer. Simplificando, as coisas não projetam a si mesmas. Isso
também vale para as coisas do universo, o que prova que ele teve que ter um
Designer.
Por exemplo, a órbita da terra ao redor do sol parte de uma linha reta por
apenas um nono de uma polegada a cada 18 milhas - uma linha muito reta em
termos humanos. Se a órbita se alterasse por um décimo de uma polegada a cada
18 milhas, seria muito maior e todos nós nos congelaríamos até a morte. Se
mudasse um oitavo de uma polegada, seríamos incinerados.
O sol está queimando
em aproximadamente 20 milhões graus Celsius no seu interior. Se a terra fosse
10% mais longe, em breve congelaríamos até a morte. Se viesse 10% mais perto,
seríamos reduzidos a cinzas. Devemos acreditar que tal precisão
"simplesmente aconteceu"? Pense nisso: o sol está a 93 milhões de
milhas da Terra, o que é, na verdade, a distância perfeita.
Isso aconteceu por
acaso ou por design? Não é de admirar que o salmista alude a Deus como o grande
designer: "Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as
obras das suas mãos. Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o
seu percurso; e nada refoge ao seu calor" (Salmos 19:1, 6).
3. As leis da Probabilidade e Profecia cumprida
Há 1.093 profecias da Bíblia que se
referem a Jesus e sua Igreja, e cada uma dessas profecias foi cumprida! O
Antigo Testamento contém 48 profecias que dizem respeito da crucificação Jesus.
Ao aplicar as leis da probabilidade para calcular as chances de vários
acontecimentos ocorrendo ao, ou perto do, mesmo tempo, todas as probabilidades
devem ser multiplicadas em conjunto.
Por exemplo, se a chance de um único
evento ocorrer aleatoriamente for uma chance em 5, e a probabilidade de um
evento separado ocorrer for uma chance em 10, então a probabilidade de que
ambos os eventos irão ocorrer em conjunto ou em sequência é de 1 em 5
multiplicada por 1 em 10, o que produz 1 em 50. Ao considerar o fato de que vários profetas diferentes, que viviam em
comunidades separadas, ao longo de um período de 1.000 anos, fizeram previsões
do Messias 500 anos antes do seu nascimento, as probabilidades contra essas
profecias se tornando realidade simplesmente vão muito além da nossa
compreensão.
Por exemplo, as chances de um homem (Jesus) cumprindo apenas oito
das profecias atribuídas a ele são uma em cada 10 à 17ª potência (que é o
número 1 com 17 zeros). Considere o seguinte: imagine cobrir todo o estado do Texas com dólares de
prata a um nível de 60 cm de profundidade. O número de moedas de prata
necessárias para cobrir todo o estado seria 10 à 17ª potência. Marque um dólar
de prata com um "X" e deixe-o cair de um avião. Em seguida, misture
bem todos os dólares de prata em todo o estado.
Então, coloque um homem de
olhos vendados e diga que ele pode viajar para onde desejar no estado do Texas.
Então, em algum lugar ao longo do caminho, ele deve parar e apanhar um dólar de
prata que foi marcado com o "X." Quais são as chances de conseguir fazer
isso? A mesma chance que os profetas tinham de oito de suas profecias se
cumprirem em um único homem no futuro.
A Bíblia, com todas as suas profecias cumpridas, prova a existência de Deus.
Através da lei da probabilidade e das chances matemáticas de profecia sendo
cumprida, podemos saber com certeza que houve um Designer divino e Autor da
Bíblia, o mesmo que trouxe o universo à existência.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
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