terça-feira, 20 de setembro de 2016
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
quarta-feira, 6 de julho de 2016
Paixão
Todo ser humano já testificou por experiência de que é impossível ter um relacionamento firmado no sentimento que nomeamos de "paixão", pois como já vimos, este não possui durabilidade, e um relacionamento só pode ser sustentado por algo contínuo como o amor, que como afirma a Bíblia, ele(o amor) nunca acaba(ICO.13.8).
O amor envolve também a razão, pois assumimos um compromisso de amar nosso cônjuge sobre quaisquer circunstâncias, já a paixão envolve apenas o sentimento sem ligação nenhuma com a razão.
Creio que todo ser humano desejaria ter um relacionamento em que a paixão estivesse acesa em todo o momento, mas realmente isto é impossível. Creio que isto seja até mesmo predeterminado por Deus.
Pode até mesmo haver o caso de alguém já comprometido, vier a se apaixonar por outra pessoa; se esta se utilizar da razão saberá que está errada, ainda que seus sentimentos a obriguem a agir ao contrário da lei do amor, esta saberá também por intermédio da razão que: "assim como a paixão foi embora com seu cônjuge, assim também acontecerá com esta".
Quando a paixão atua, o coração é inflamado e produz uma ardência muito forte, de modo que a razão perde totalmente o controle de comando, submetendo-se aos sinais que a paixão lhe transmite.
A paixão é para um relacionamento, o que um par de rodinhas é para quem irá aprender a andar de bicicleta. As rodinhas são úteis e necessárias para que aprendamos a andar de bicicleta, mas não podemos esperar viver sempre com as rodinhas, elas são um meio para que passemos a um nível superior que é: andar sobre duas rodas.
As rodinhas facilitam o andar de bicicleta para quem recém começou e da mesma forma a paixão facilita a iniciação de um relacionamento, mas não podemos esperar estar sempre apaixonados, pois a paixão se estabiliza no amor, este é o "andar sobre duas rodas".
Conclui-se então que a paixão é útil e proveitosa para a iniciação de um relacionamento, porém o alvo dela é nos direcionar há algo mais sustentável que é o amor.
sábado, 2 de julho de 2016
Os Oito Níveis de Caridade
Há oito níveis de caridade, cada qual mais elevado que o seguinte.
1.O nível mais alto, acima do qual não existe outro, é apoiar um irmão com um presente ou empréstimo, ou fazer uma sociedade com ele, encontrar emprego para ele, a fim de fortalecer sua mão até que não precise mais ser dependente de outros.
2.Um nível abaixo em caridade é dar aos pobres sem saber para quem está doando, e sem que o receptor saiba de quem recebeu. Isso é cumprir um mandamento apenas em prol do céu. É como o “fundo anônimo” que havia no Templo Sagrado [em Jerusalém]. Ali os justos doavam em segredo, e os pobres bons lucravam em segredo. Doar a um fundo de caridade é semelhante a este modo, embora não se deva contribuir para um fundo de caridade a menos que se saiba que a pessoa designada para cuidar do fundo é confiável e sábia, além de bom administrador.
3.Um nível abaixo desse é quando alguém sabe para quem está doando, mas o receptor não conhece seu benfeitor. Os Sábios mais notáveis costumavam caminhar em segredo e colocar moedas nas portas dos pobres. É realmente valioso e bom fazer isto, se aqueles que deveriam ser os responsáveis por distribuir caridade não são merecedores de confiança.
4.Um nível abaixo que esse é quando a pessoa não sabe para quem está doando, mas o pobre conhece seu benfeitor. Os Sábios costumavam atar moedas em suas túnicas e atirá-las por trás das costas, e os pobres iam apanhá-las nas costas das túnicas, para que não ficassem envergonhados.
5.Um nível abaixo é quando alguém dá diretamente ao pobre, na sua mão, mas dá antes que lhe seja pedido.
6.Um nível abaixo é quando alguém dá ao pobre após ter sido pedido.
7.Um nível abaixo é quando alguém dá de maneira inadequada, mas alegre e com um sorriso.
8.Um nível abaixo é quando alguém dá de má vontade.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Luz e Trevas
Caso contrário, os efeitos de fazê-lo podem ser prejudiciais ao invés de salutares. No simbolismo da Bíblia, a mente subconsciente é considerada trevas - e a mente consciente, luz. Dessa maneira, aprendemos que no início, a terra não estava formada, havia um vácuo, e escuridão estava sobre a face do abismo. O espírito de Deus pairou sobre as águas. "E Deus disse: Que haja luz! E houve a luz" (Gênesis 1:2-3). A terra simboliza a alma do homem ao descer para penetrar e dar vida ao corpo. (Em sua forma incorpórea, pura, é simbolizada pelo céu.)
As três descrições da terra primordial, amorfa, vazia e escura simbolizam os três componentes da mente subconsciente: fé, deleite e vontade. O espírito de Deus pairando sobre as águas simboliza o nível intermediário de consciência entre a mente subconsciente e consciente (no jargão da psicologia, a pré-consciência), que paira entre a obscuridade do subconsciente e a revelação da mente consciente. A revelação dos segredos da mente subconsciente são revelados pela fala "E Deus disse: Que haja luz."
O propósito do serviço Divino em terapia geral, e psicológica em particular, é possibilitar que a luz da consciência brilhe mais e mais sobre as trevas do subconsciente. E quanto mais os segredos ocultos das regiões escuras da mente forem trazidos à luz, mais poderão ser elevados à esfera da santidade. Quanto maior o sucesso que a pessoa tiver em expor e retificar seu lado mais tenebroso, menos será incomodada por pensamentos invasivos e ânsias que emergem involuntariamente.
Libertado pelo mal, o bem criativo no homem pode brilhar e imprimir sua expressão singular de Divindade sobre a realidade, com perfeita eficácia. No simbolismo da Bíblia, as ânsias primitivas da mente subconsciente que temporariamente atrasam a psique são simbolizados pelas sete nações pagãs canaanitas que ocupavam a terra de Israel antes que o povo judeu lá chegasse. A nação judaica recebe ordens de desenraizar estas nações e suas culturas idólatras da Terra Santa; isso simboliza a erradicação do mal da psique através dos meios terapêuticos que estamos descrevendo.
No conflito entre luz e trevas, a luz, por sua própria natureza, sai vencedora. Um pouco de luz dispersa muito da escuridão. Uma grande quantidade de luz consegue muito mais; dispersa completamente as trevas e toma seu lugar, como o sucessor de direito na mente da pessoa.
A dualidade da luz e das trevas na psique do homem é mencionada na visão profética da carruagem Divina, como foi testemunhada pelo profeta Ezequiel. Esta visão, que compreende o primeiro capítulo do livro escrito pelo profeta, é considerada a passagem mais obscura e mística da Bíblia. Nele, Ezequiel (1:4) descreve como os céus se abriram, e "tive visões de Deus."
E eu vi, e veja, um vento tempestuoso veio do norte, uma grande nuvem, e um fogo chamejante, e um brilho ao seu redor, e do meio disso, fora do meio do fogo, havia algo como o "chashmal".
A palavra chashmal aparece na Bíblia apenas no contexto desta visão e é tradicionalmente entendida como um tipo de luz ou energia, que é também personificada como um tipo especial de anjo. A palavra é tomada como sendo uma composição das palavras para silente (chash) e falar (mal); estes anjos, portanto, são descritos como silentes, falando às vezes.
Dessa maneira, esta interacão dinâmica entre silêncio e fala é parte integral do processo da revelação Divina, e o correto uso da fala é essencial para a cura das partes enfermas da alma.
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